CADEIRA NÚMERO 20

PATRONO

VALDEMIRA ALVES DE BRITO (Profª Nena)
(1918 - 1998)

Ao romper do dia 13 de abril de 1918 nascia em Feira de Santana- Bahia, Valdemira Alves de Brito, filha de Teodora Alves de Brito e Licínio Gomes. Desde cedo, demonstrou interesse pelos estudos. Assim, em 1934 colou grau na Escola Normal de Feira de Santana, recebendo o título de Professora Primária. Ingressa, por concurso público, na rede estadual de educação. Em 1945, na garagem de sua residência, inicia sua Escola particular, contando com o pleno apoio das famílias e da comunidade de Feira de Santana.

Vale lembrar que nas primeiras décadas do século XX o ensino no Brasil passava por transformações significativas para atender ao projeto civilizador republicano que via na educação uma das formas de tirar o País do atraso. Os ideais republicanos de civilização e democracia, acompanhados pela modernização das cidades, contribuíram para o surgimento dos centros de formação de professores, resultando no aparecimento de um novo sujeito na esfera pública, a professora, com a missão de educar para o progresso e a democracia. Desta forma, ergue-se, em 1927, na Princesa do Sertão, a Escola Rural Normal (num dos prédios mais bonitos da cidade, restaurado pela UEFS em 1995 onde atualmente abriga o Museu Regional de Artes e o Centro Universitário de Cultura e Artes - CUCA) que passa a ser considerada escola modelo para o sertão baiano, criada, como observa Ione Celeste de Souza, em Garotas Tricolores, Deusas Fardadas ( 2001) para levar as "luzes e o saber" ao interior do Estado. Dessa Escola Normal emerge a Professora Valdemira Alves de Brito. De origem humilde, filha de uma costureira, que pelo estudo ascendeu socialmente, inserindo-se no processo de feminização do magistério, descobrindo na educação o caminho para servir à sua cidade e ao seu povo.

Projeta uma Escola para atender crianças na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental. Uma Escola que se diferenciasse pela disciplina, pela convivência e pela qualidade do ensino. Ruy Barbosa passou a ser o nome da Escola. Professores e alunos participaram, mediante discussão e voto, da escolha do nome. E por 53 anos a Professora Valdemira Alves de Brito, carinhosamente denominada de Professora NENA, assim conhecida por seus alunos e por toda a cidade, a conduziu, na pedagogia e na administração, com profundo senso de missão, de amor e dedicação.

Com o passar dos anos, a Escola Ruy Barbosa foi conquistando as famílias de Feira de Santana, ampliando-se e se constituindo como uma Escola de Referência. Escola privada, mas sem fim econômico, operando com mensalidades sempre abaixo dos valores de mercado, sem se descuidar, no entanto, da qualidade.

A professora Nena sempre representava, no imaginário da sociedade feirense, a educadora capaz de difundir a moral , os bons costumes e valores cultivados pelas famílias, com disciplina e muita autonomia. Soube, ao longo dos 53 anos de prática educativa, gerir a Escola Ruy Barbosa e enfrentar as dificuldades do seu tempo, os preconceitos existentes em relação à profissionalização da mulher como professora, vivenciando mudanças e transformações na cidade e constituindo-se num agente importante de perpetuação da prática pedagógica da Escola Normal e na formação de futuros cidadãos. Uma professora que, no seu tempo, conseguiu dar significado ao papel da mulher na sociedade, podendo ser considerada como um modelo de educadora.

A Escola Ruy Barbosa atraiu ao longo de sua história, gerações de alunos que, engajados na sociedade feirense, baiana e brasileira, crescem, avançam nos estudos escolares, encontrando-se, em sua quase totalidade, inseridos no universo cultural, contribuindo com o desenvolvimento do país, nos seus mais diversificados campos,bem como no fortalecimento dos reais valores apreendidos, dignificadores do ser humano.

Personalidade forte, autêntica, determinada, amiga, sincera, servidora. Os amigos confiavam tanto, na professora Nena, que muitas vezes, quando tinham problemas, conversavam com ela e marcavam reunião em sua residência para acordarem desajustes de família, e ela sempre servia de mediadora entre as partes. Criava laços fortes de relacionamento com as famílias de seus alunos. Não eram poucas as vezes, assim nos relata sua filha e sucessora, Professora Antônia Alves dos Santos (em entrevista realizada em fevereiro de 2010), que sempre que os pais se atrasavam na busca de seus filhos após as aulas, ela os levava para casa e faziam as refeições com ela na mesa. Era enérgica, parecendo às vezes autoritária, sem deixar de ser extremamente meiga e carinhosa.

Educar é, sem dúvida, investir para que professores e alunos, nas escolas e organizações, transformem suas vidas em processos contínuos de aprendimento. É encaminhar os alunos na construção da sua identidade, do seu projeto de vida, no desenvolvimento das competências de compreensão, emoção e comunicação que lhes permitam encontrar seus espaços pessoais, sociais e profissionais e tornar-se cidadãos sensíveis, críticos, realizados e produtivos. Isto a professora Nena vivenciou com muita dedicação e maestria.

Para a sua filha Antonia Alves Santos, a professora Nena tinha um sonho: construir uma casa para abrigar pessoas de idade avançada. Infelizmente não chegou a realizar o seu sonho. Porém, mesmo com todas as suas responsabilidades na escola, sempre conseguia tempo para visitar alguns velhinhos, conversar com eles, e levar algo necessário para suas vidas: o conforto espiritual e material.

A professora Nena teve seu trabalho reconhecido pela comunidade feirense. A Escola tem sido objeto de estudo e pesquisas acadêmicas. Ela foi homenageada pela Câmara Municipal de Feira de Santana, em 24/02/1980, dando o seu nome a uma Escola do Município, quando Prefeito Dr. Colbert Martins da Silva e Secretário da Educação o Prof Nilton Belas Vieira. A escola está localizada na rua Vespasiano, no populoso bairro do Tomba. Em 1982 foi homenageada pela Maçonaria e, em 1992, recebeu o Troféu Honra ao Mérito do Rotary Clube Feira Leste, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados pela educadora à educação na comunidade de Feira de Santana. E, em 2009, a Academia de Educação de Feira de Santana, na expressão inequívoca desse reconhecimento, elege a Professora Valdemira Alves de Brito como Patrona da Cadeira nº 20. Professora Nena faleceu em Feira de Santana no dia 06 de janeiro de 1998.

Enfim, pode-se aplicar à Professora NENA o que diz Bertold Brecht:

"Se não morre aquele que escreve um livro ou planta uma árvore, com mais razão não morre o educador que semeia a vida e escreve na alma".


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